UMA DIDÁTICA DA INVENÇÃO (M. BARROS)

AS COISAS QUE NAO EXISTEM SAO MAIS BONITAS

(FELISDÔNIO)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Schopenhauer





Machado de Assis é sempre inspirador!
Num encontro que tive com meu ex-orientador de mestrado (em comemoração ao seu aniversário), conversamos sobre uma palestra que ele havia dado naquela semana (e eu havia perdido, pois nao sabia da programação). Dentre muitas coisas boas descobertas, ele me falou de uma crônica de Machado, intitulada "O autor de si mesmo". Sem demora, ao chegar em casa, já separeo meu volume de crõnicas da obra completa de Machado e deixei no jeito pra poder lê-lo no dia seguinte.
Foi o que fiz! Impressionante como ele coloca as palavras e as idéias no texto! Meu mestrado foi uma análise de um conto e um romance dele, mas ainda nao li tudo o que ele escreveu! Ainda bem... porque assim, devagar, a gente vai percebendo bem melhor o tom sarcástico, de ironia que ele deixa bem aparente em alguns casos... como é o caso dessa crônica!
Nela, logo no primeiro parágrafo ele cita Schopenhauer, e sua teoria da Metafísica do Amor, que bem resumidamente significa que são os filhos que unem os pais antes de nascerem porque eles querem nascer de qualquer jeito. Loucura, nao?
Pois é, fiquei super interessada no filósofo, que já tinha ouvido falar, mas nao conhecia nem um pouco.
Fiz uma busca na internet e acabei encontrando coisas super interessantes sobre ele, inclusive uma idéia que o meu orientador já tinha me dito há muito tempo e que tomei pra mim como verdade! A idéia era "quanto mais a gente estuda, mais triste a gente é".
E nao e que a idéia partiu de Schopenhauer! Fiquei super feliz por ter encontrado o autor primeiro da idéia... ele diz o seguinte: quanto mais conhecimento a gente tem, mais infeliz a gente é.
Isso porque qto mais a gente conhece, mais toma consciencia das coisas certas e erradas, boas e ruins e sabe também que nao se pode fazer muita coisa pra mudá-las. Daí a infelicidade. Coisa que só humanos podem ter; consciencia e infelicidade!!!!!!!!
Bom, disso tudo, me veio a primeira idéia "original", ou seja, sem copiar moldes de revistas!
Criei um personagem muito do esquisito, chamado Schopenhauer e tentei fazê-lo do modo como eu entendo esse filósofo e essas duas idéias dele que expus mto brevemente aqui.
Espero que o pessoal entenda o meu Schopenhauer e goste dele!!

6 comentários:

Márcio Bergamini disse...

Já tive essa concepção de quanto mais a gente sabe, mais infeliz nos tornamos. Não sabia q era do Schop.
Tenho um textículo q fala qq coisa sobre isso e chego a cogitar q às vezes bate uma vontade tamanha de ser "gonorante"...
A infelicidade, o inconformismo, a inquietação ou seja lá o for que sentimos por saber é, sem dúvida, o preço que pagamos pelo conhecimento. Ai de nós...
Agora, quanto ao boneco, confesso q a sua concepção passou longe da minha. Não gostei mto não. Mas vc está de parabéns pela inovação e criação. To doido pra ver o Gentil... ou seria Singelo?... Inocêncio?... Sempre Bem?... Otimista?... ^^

Dani disse...

Oi, Marcio!!!!!!
Que bom q vc opinou sobre o meu Schop,mesmo nao tendo gostado tanto. O que importa é q vc comentou, e eu quero mesmo saber o q as pessoas estão achando da minha concepção dele.
Sei que ele é bem esquisitinho, feinho, tristinho, mas de certa maneira, a pessoa também parece ter sido algo parecida.
Bom, essa hisatória de ser "onorante" é bem interessante... mtas vezes dá mesmo vontade de ser: mas se tem uma coisa que é impossível voltar atrás é essa: uma vez conhecendo, sempre conhecendo! nao dá mais pra negar! A nao ser que tenhamos amnésia!

Gauche disse...

"O sofrimento acompanha sempre uma inteligência elevada e um coração profundo. Os homens verdadeiramente grandes devem, parece-me, experimentar uma grande tristeza." (Dostoiévski)

É, pareceque o grande Schop não foi o único a perceber que o conhecimento tráz consigo a tormenta de uma mente excessivamente consciente, tornando o sujeito totalmente vulnerável aos pesares que abraçam a vida humana, mas que passam tão despercebidas.

Sobre o boneco, acredito que ele fez jus ao nome. Semblante triste, como se fosse a propria face descrente do cético. E ele era feio demais mesmo.

Beijos, Dani!

Dani disse...

Grazie tanti per le parole, gauche!!!!

Márcio Bergamini disse...

A Gauche é uma pessoa que me parece sentir demasiadamente essa sensação de... Schopenhauer e Dostoiévisk... Isso a faz fascinante. ^^

Quando vc falou dos bonecos eu concebi algo meio concretista, por assim dizer, um boneco com algumas pontas firmes e triangulares e aspecto sisudo, destituído de detalhes, com uma única cor. =]
Eu viajo...

Ana Cláudia disse...

Eu conhecia essa frase sobre quanto mais sabermos, mais infelizes nos tornarmos (aliás, acho que ouvi o Antonio Manoel falar isso na sua defesa ou na do Artur). Discordo e concordo com ela... depende do meu humor, hehe. Quanto ao Schop... sei lá o que dizer dele. Acho q jamais conseguiria imaginar um bichinho que o representasse.